A QUINTA ABANDONADA
Peco (sem cedilhas de Inglaterra) perdao as (e sem acentos...) vacas, ovelhas e outros animais da Farmville por nao as ter ordenhado, tosquiado, etc... Mas desconfio que o meu sonho virtualo-campestre esmoreceu. Deve ser de nunca cheirar a terra nem se sentir o vento humido nos dias de Inverno...
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
31 de outubro de 2009
28 de outubro de 2009
A UNANIMIDADE NA TRISTEZA
Por todo lado me dizem: "As livrarias não estão interessadas em Literatura, sobretudo, portuguesa. Não vende". Presumo que se refiram aos maiores pontos de venda (como agora se diz), mas ainda assim. Esta afirmação gera em toda os elementos de produção de um livro, uma onda de desânimo, de baixar os braços. Tornámo-nos dispensáveis, aqueles que interpretam o mundo com os pés assentes no torrão. Deixámos que a mediocridade dos bestsellers e dos livros de autoajuda pense por nós.
Gostava de saber o que o ministério da Cultura terá a dizer a esta situação. Mas, mais importante, o que pode esta grande maioria silenciosa fazer para resistir? Uma coisa é certa, cada dia será mais difícil, país afora, encontrar o trabalho de escritores portugueses. Até quando vamos ficar de braços caídos à espera que decidam por nó? Unanimente derrotados?
Por todo lado me dizem: "As livrarias não estão interessadas em Literatura, sobretudo, portuguesa. Não vende". Presumo que se refiram aos maiores pontos de venda (como agora se diz), mas ainda assim. Esta afirmação gera em toda os elementos de produção de um livro, uma onda de desânimo, de baixar os braços. Tornámo-nos dispensáveis, aqueles que interpretam o mundo com os pés assentes no torrão. Deixámos que a mediocridade dos bestsellers e dos livros de autoajuda pense por nós.
Gostava de saber o que o ministério da Cultura terá a dizer a esta situação. Mas, mais importante, o que pode esta grande maioria silenciosa fazer para resistir? Uma coisa é certa, cada dia será mais difícil, país afora, encontrar o trabalho de escritores portugueses. Até quando vamos ficar de braços caídos à espera que decidam por nó? Unanimente derrotados?
25 de outubro de 2009
20 de outubro de 2009
SOBRE A MUDANÇA CLIMATÉRICA
Com o regresso da chuva, esta manhã, suspirei de alívio. Eu, que vivo para o sol e para a luz. Sobretudo, percebi melhor a razão porque a mudança no clima serviu de fundo ao meu novo livro. Quando se escreve, registam-se os sinais. Só depois se tentam decifrar. Ou se consegue...
Com o regresso da chuva, esta manhã, suspirei de alívio. Eu, que vivo para o sol e para a luz. Sobretudo, percebi melhor a razão porque a mudança no clima serviu de fundo ao meu novo livro. Quando se escreve, registam-se os sinais. Só depois se tentam decifrar. Ou se consegue...
16 de outubro de 2009
HERBERTO, EU, E AS MÃES DOS DOIS. AINDA QUE IMAGINÁRIAS
Ao ler, por acaso, a tese de doutoramento de Luís C. de Sant'anna Maffeir, para a Universidade F. do Rio de Janeiro, sobre Herberto Helder, vejo que faz a gentileza de estabelecer um breve paralelismo entre dois momentos do nosso trabalho. Agradeço, dos muitos furos abaixo desse grande poeta, em que me encontro. E admito que a dissertação faz sentido. O erotismo é, de facto, um fogo que se alimenta de combustões variadas. Algumas indizíveis
Sacha G. não chegou a rei da pornografia aos vinte anos, como se costuma dizer. Pelo contrário: tinha mais de trinta, um casamento arruinado e muitas dívidas, quando teve a ideia de se dedicar à Pornografia Maternal.
(...)
Logo, quando lhe apareceu essa ideia de filmar homens, a rodar nus, à volta do corpo lânguido e acolhedor das mães, não viu nisso nada de estranho (...). Pareceu-lhe a consagração do mais interdito dos interditos ou, se preferirem, a mais natural das coisas proibidas.
Nada há de pejorativo, aqui, na expressão “pornografia”. Se o étimo de pórnos aponta para algo como “depravado”, pode ser lido também como aquele, ou aquilo, que se torceu ou corrompeu. E grafia é escrita, seja sobre papéis em branco, seja em imagens na tela, como no caso de Sacha G. A personagem de A materna doçura, portanto, realiza uma combustão semelhante à herbertiana ao enaltecer o interdito e ver, na possibilidade de interpenetração entre mão e filho, “a mais natural das coisas proibidas”, o mais natural dos percursos, dos intercursos. O fato de as personagens de Sacha G. serem sempre homens feitos, e não crianças, revela a perenidade da condição de filho, pelo menos no caso de quem se mantenha in-fans, seja qual for a idade. Conjecturo um paralelo entre dois dos contos de Os passos em volta aqui citados: a presença das “putas” em “Vida e obra de um poeta” lembra “Duas pessoas”, em que um dos narradores é uma prostituta. Se “as putas de Pigalle” (HELDER, 1997a, p. 150) são as mães do homem, aquela com quem ele realiza a união sexual em “Duas pessoas” também o será. Mais uma vez mãe e mulher fundem-se, e fica evidenciado que “a combustão dos filhos” de “Fonte” é, com efeito, uma ardência que se origina do desejo erótico. "
Ao ler, por acaso, a tese de doutoramento de Luís C. de Sant'anna Maffeir, para a Universidade F. do Rio de Janeiro, sobre Herberto Helder, vejo que faz a gentileza de estabelecer um breve paralelismo entre dois momentos do nosso trabalho. Agradeço, dos muitos furos abaixo desse grande poeta, em que me encontro. E admito que a dissertação faz sentido. O erotismo é, de facto, um fogo que se alimenta de combustões variadas. Algumas indizíveis
"A irmandade da qual Herberto Helder faz parte ganha mais um partícipe em Possidónio Cachapa, pelo menos no que diz respeito ao tema da vinculação entre mãe e filho. No romance A Materna doçura, um dos principais personagens é Sacha G., apresentado logo no primeiro parágrafo (1998, p. 11):
Sacha G. não chegou a rei da pornografia aos vinte anos, como se costuma dizer. Pelo contrário: tinha mais de trinta, um casamento arruinado e muitas dívidas, quando teve a ideia de se dedicar à Pornografia Maternal.
(...)
Logo, quando lhe apareceu essa ideia de filmar homens, a rodar nus, à volta do corpo lânguido e acolhedor das mães, não viu nisso nada de estranho (...). Pareceu-lhe a consagração do mais interdito dos interditos ou, se preferirem, a mais natural das coisas proibidas.
Nada há de pejorativo, aqui, na expressão “pornografia”. Se o étimo de pórnos aponta para algo como “depravado”, pode ser lido também como aquele, ou aquilo, que se torceu ou corrompeu. E grafia é escrita, seja sobre papéis em branco, seja em imagens na tela, como no caso de Sacha G. A personagem de A materna doçura, portanto, realiza uma combustão semelhante à herbertiana ao enaltecer o interdito e ver, na possibilidade de interpenetração entre mão e filho, “a mais natural das coisas proibidas”, o mais natural dos percursos, dos intercursos. O fato de as personagens de Sacha G. serem sempre homens feitos, e não crianças, revela a perenidade da condição de filho, pelo menos no caso de quem se mantenha in-fans, seja qual for a idade. Conjecturo um paralelo entre dois dos contos de Os passos em volta aqui citados: a presença das “putas” em “Vida e obra de um poeta” lembra “Duas pessoas”, em que um dos narradores é uma prostituta. Se “as putas de Pigalle” (HELDER, 1997a, p. 150) são as mães do homem, aquela com quem ele realiza a união sexual em “Duas pessoas” também o será. Mais uma vez mãe e mulher fundem-se, e fica evidenciado que “a combustão dos filhos” de “Fonte” é, com efeito, uma ardência que se origina do desejo erótico. "
14 de outubro de 2009
A CAPA
Bom... como se sabe o que conta é o que está lá dentro. Foi nisso que gastei os últimos dois anos da minha vida. A criar metáforas para a forma desajustada como tantos de nós lidam com a sua existência, como enfiam a cabeça em tocas para não ver. E, contudo, seria tão fácil olhar em volta e aceitar a beleza branca da neve.Ainda assim, aqui fica a capa do meu próximo romance:
11 de outubro de 2009
CASA DAS HISTÓRIAS DE PAULA REGO
Começa por ser um belo projecto do arquitecto Souto Moura, as pirâmides-chaminé à espera de envelhecerem.
Depois, vem a obra da pintora.
A primeira vez que vi o seu trabalho, nos anos 80, não me impressionou grande coisa, apesar dos louvores gerais. Percebi, ontem, melhor, essa minha reacção. As obras produzidas nesse período, e a a forma dispersa como as "histórias" são contadas tela afora, dizem-me pouco. Por gosto e feitio.
Mas o resto, o que ela fez um pouco antes, e, sobretudo, o tipo de trabalho desenvolvido neste milénio, é absolutamente genial. Não se sai ileso daquelas mulheres torcidas, batidas, sujeita a todo o tipo de sevícias. As personagens de Paula Rego ficam maldosas à força de serem sujeitas à violência. Os sapos e os porcos em cima delas, a esmagar e a conspurcar. É duro, ver tudo aquilo. Mas, brilhante, ao mesmo tempo.
Outra grande surpresa é a loja do museu. Provavelmente a melhor do país. Tudo ali foi produzido especificamente ou escolhido a dedo. Apetece levar tudo para casa, desabituados que estamos da abundância do bom gosto E os preços, ainda para mais, são razoáveis.
Cara Paula Rego, que não lerá este post: "Parabéns por tudo. E de certeza que só pode estar orgulhosa de dar nos dar a todos este lugar tão especial".
Aqui fica o site.
Começa por ser um belo projecto do arquitecto Souto Moura, as pirâmides-chaminé à espera de envelhecerem.
Depois, vem a obra da pintora.
A primeira vez que vi o seu trabalho, nos anos 80, não me impressionou grande coisa, apesar dos louvores gerais. Percebi, ontem, melhor, essa minha reacção. As obras produzidas nesse período, e a a forma dispersa como as "histórias" são contadas tela afora, dizem-me pouco. Por gosto e feitio.
Mas o resto, o que ela fez um pouco antes, e, sobretudo, o tipo de trabalho desenvolvido neste milénio, é absolutamente genial. Não se sai ileso daquelas mulheres torcidas, batidas, sujeita a todo o tipo de sevícias. As personagens de Paula Rego ficam maldosas à força de serem sujeitas à violência. Os sapos e os porcos em cima delas, a esmagar e a conspurcar. É duro, ver tudo aquilo. Mas, brilhante, ao mesmo tempo.
Outra grande surpresa é a loja do museu. Provavelmente a melhor do país. Tudo ali foi produzido especificamente ou escolhido a dedo. Apetece levar tudo para casa, desabituados que estamos da abundância do bom gosto E os preços, ainda para mais, são razoáveis.
Cara Paula Rego, que não lerá este post: "Parabéns por tudo. E de certeza que só pode estar orgulhosa de dar nos dar a todos este lugar tão especial".
Aqui fica o site.
10 de outubro de 2009
8 de outubro de 2009
O TEMPO CORRE...
Faltam horas para os amigos, para os almoços em que se trocam experiências novas e antigas e se colocam à tona os sentimentos de benquerença mútuos.
No facebook ainda se arranja breves minutos para dizer isto ou aquilo. No blogue já é mais complicado.
O Tempo é uma coisa boa, porque nos permite crescer e ver os outros e a nós próprios numa dimensão mais realista, logo de pacificação. Mas não precisava de correr tanto. Afinal, segundo alguns, sendo circular, nunca irá a lado nenhum.
Faltam horas para os amigos, para os almoços em que se trocam experiências novas e antigas e se colocam à tona os sentimentos de benquerença mútuos.
No facebook ainda se arranja breves minutos para dizer isto ou aquilo. No blogue já é mais complicado.
O Tempo é uma coisa boa, porque nos permite crescer e ver os outros e a nós próprios numa dimensão mais realista, logo de pacificação. Mas não precisava de correr tanto. Afinal, segundo alguns, sendo circular, nunca irá a lado nenhum.
6 de outubro de 2009
AS MÚSICAS QUE NOS INFLUENCIAM
Enquanto se escreve um romance, ouve-se muita coisa. Pessoalmente, tenho sempre uma lista de coisas que me passaram e em que tento não reparar nos títulos (o que no meu caso não é difícil, distraído como sou). Escuto, em fundo, sempre as mesmas músicas, até à saturação.E, de alguma forma, isso influencia-me. No tom, no comprimento da frase, no ambiente do instante que descrevo.
"O Livro Branco do Rapaz-Coelho" foi escrito ao som de Au Revoir Simone e de Andrew Bird, entre outros. Esta noite, tive a oportunidade de ver o primeiro grupo ao vivo. E percebi que aquela sonoridade entre o real e um espaço-além tem muito a ver com o que escrevi.
Quem ouvir a "Sad Song" ou "The Lucky one", que reproduzo em baixo (com um vídeo feito por alguém desconhecido e que, mais uma vez, tem a ver com o trabalho que desenvolvi, embora só o tenha visto há instantes, quanto procurei ilustrar este post)vai saber antecipadamente o ambiente geral que pode encontrar nesta obra.
Enquanto se escreve um romance, ouve-se muita coisa. Pessoalmente, tenho sempre uma lista de coisas que me passaram e em que tento não reparar nos títulos (o que no meu caso não é difícil, distraído como sou). Escuto, em fundo, sempre as mesmas músicas, até à saturação.E, de alguma forma, isso influencia-me. No tom, no comprimento da frase, no ambiente do instante que descrevo.
"O Livro Branco do Rapaz-Coelho" foi escrito ao som de Au Revoir Simone e de Andrew Bird, entre outros. Esta noite, tive a oportunidade de ver o primeiro grupo ao vivo. E percebi que aquela sonoridade entre o real e um espaço-além tem muito a ver com o que escrevi.
Quem ouvir a "Sad Song" ou "The Lucky one", que reproduzo em baixo (com um vídeo feito por alguém desconhecido e que, mais uma vez, tem a ver com o trabalho que desenvolvi, embora só o tenha visto há instantes, quanto procurei ilustrar este post)vai saber antecipadamente o ambiente geral que pode encontrar nesta obra.
5 de outubro de 2009
PARA CONCLUIR A QUESTÃO ISLANDESA
Foi o meu país mais a norte (ou quase, teria de verificar no mapa, a questão finlandesa...) e um dos melhores de todos.
Começa-se pela paisagem, irreal de mais para ser verdadeira. O fogo e o gelo a tocarem-se constantemente. Géisers e glaciares, neve e lagoas de água quente.
Não vale a pena falar muito sobre o assunto. Uma pesquisa na Net pode dizer mais sobre esta experiência.
Mas gostaria de registar outras coisas. A começar pela cozinha islandesa. Não disse "gastronomia", porque isso poderia levar a coisas como "tubarão apodrecido", ou pratos com "papagaios-do-mar" (puffins, creio que a tradução será essa...) ou a carne de baleia que insistem em comer. Falo da variedade, apresentação e qualidade de qualquer refeição onde quer que se fosse. Pela dedicação dos empregados (muito jovens, a maior parte do tempo, fazendo-nos lembrar que estamos a criar gerações de inúteis, incapazes de prover ao próprio sustento...), até à forma como a comida era empratada. Por um preço razoável, o mesmo que pagaríamos em qualquer restaurante português, é-se bem servido.
Também poderia falar de piscinas públicas, museus e outros lugares onde se acede por quase nada. Na verdade, o que mais nos estranha, enquanto portugueses, é que os funcionários cumpram o seu dever sem parecer estarem constantemente a fazer um frete. Não estamos habituados, pronto.
A visitar, obrigatoriamente (sobretudo, enquanto a conversão com a coroa islandesa nos for favorável).
Foi o meu país mais a norte (ou quase, teria de verificar no mapa, a questão finlandesa...) e um dos melhores de todos.
Começa-se pela paisagem, irreal de mais para ser verdadeira. O fogo e o gelo a tocarem-se constantemente. Géisers e glaciares, neve e lagoas de água quente.
Não vale a pena falar muito sobre o assunto. Uma pesquisa na Net pode dizer mais sobre esta experiência.
Mas gostaria de registar outras coisas. A começar pela cozinha islandesa. Não disse "gastronomia", porque isso poderia levar a coisas como "tubarão apodrecido", ou pratos com "papagaios-do-mar" (puffins, creio que a tradução será essa...) ou a carne de baleia que insistem em comer. Falo da variedade, apresentação e qualidade de qualquer refeição onde quer que se fosse. Pela dedicação dos empregados (muito jovens, a maior parte do tempo, fazendo-nos lembrar que estamos a criar gerações de inúteis, incapazes de prover ao próprio sustento...), até à forma como a comida era empratada. Por um preço razoável, o mesmo que pagaríamos em qualquer restaurante português, é-se bem servido.
Também poderia falar de piscinas públicas, museus e outros lugares onde se acede por quase nada. Na verdade, o que mais nos estranha, enquanto portugueses, é que os funcionários cumpram o seu dever sem parecer estarem constantemente a fazer um frete. Não estamos habituados, pronto.
A visitar, obrigatoriamente (sobretudo, enquanto a conversão com a coroa islandesa nos for favorável).
23 de setembro de 2009
NOVA EDITORA
Primeiro a Assírio & Alvim, pela mão do maior dos editores, Hermínio Monteiro. Depois a Oficina, viragem para outras águas, com outros desafios. E agora, o mergulho em profundidade, no meio do B. Chatwin e do Bolaño, amparado pela direcção de Francisco José Viegas (outro transmontano, mas que fazer, se é com estes e com os galegos que a minha inquietação escrita melhor se entende?) sou recebido na Quetzal Editores (grupo Bertrand).
A equipa é boa e parece-me que a aventura correrá bem.
Em Novembro, O Mundo Branco do Rapaz-Coelho estará nas livrarias para fazer o seu percurso.
Primeiro a Assírio & Alvim, pela mão do maior dos editores, Hermínio Monteiro. Depois a Oficina, viragem para outras águas, com outros desafios. E agora, o mergulho em profundidade, no meio do B. Chatwin e do Bolaño, amparado pela direcção de Francisco José Viegas (outro transmontano, mas que fazer, se é com estes e com os galegos que a minha inquietação escrita melhor se entende?) sou recebido na Quetzal Editores (grupo Bertrand).
A equipa é boa e parece-me que a aventura correrá bem.
Em Novembro, O Mundo Branco do Rapaz-Coelho estará nas livrarias para fazer o seu percurso.
19 de setembro de 2009
VIDA NOVA
Com a chegada de Setembro, arranca o meu "ano civil". Início das aulas nas várias escolas (o desafio de uma nova cadeira semestral na Universidade Lusófona, por exemplo), lançamento de novos projectos e a preparação para que o novo livro chegue de boa saúde às livrarias em Novembro (nova data, primeira semana do mês). Sobre este assunto, na segunda-feira, publicarei aqui algumas novidades.
Em preparação o site para os que procuram um registo mais estruturado do meu trabalho.
Para tudo isto, nada melhor que mudar o layout do blogue. Sob a (temporária, por certo) égide dos coelhos...
Com a chegada de Setembro, arranca o meu "ano civil". Início das aulas nas várias escolas (o desafio de uma nova cadeira semestral na Universidade Lusófona, por exemplo), lançamento de novos projectos e a preparação para que o novo livro chegue de boa saúde às livrarias em Novembro (nova data, primeira semana do mês). Sobre este assunto, na segunda-feira, publicarei aqui algumas novidades.
Em preparação o site para os que procuram um registo mais estruturado do meu trabalho.
Para tudo isto, nada melhor que mudar o layout do blogue. Sob a (temporária, por certo) égide dos coelhos...
15 de setembro de 2009
13 de setembro de 2009
LISBOA MIX
Hoje, domingo, e já ontem, sábado (pelo menos) o largo do Martim Moniz rebentou em música, exposições, comida e por aí fora. O mundo todo misturado. Foi muito bom ver gente oriunda de tantos países, a ouvir as mesmas músicas, a partilhar essa fruição.
É esta a visão que tem faltado a Portugal e a Lisboa. O saber que o tempo em que éramos todos brancos e com as mesmas referências culturais, acabou. O mundo mudou e temos duas maneiras de ver a coisa: ou nos defendemos, empurrando com decretos os imigrantes ou aceitamos o que eles trazem de bom e de novo, desenhando as linhas civilizacionais que não podem recuar (os direitos das mulheres, por exemplo).
Hoje foi mesmo bom ser mais um, ao som da música dos Balcãs... tocada por portugueses.
Hoje, domingo, e já ontem, sábado (pelo menos) o largo do Martim Moniz rebentou em música, exposições, comida e por aí fora. O mundo todo misturado. Foi muito bom ver gente oriunda de tantos países, a ouvir as mesmas músicas, a partilhar essa fruição.
É esta a visão que tem faltado a Portugal e a Lisboa. O saber que o tempo em que éramos todos brancos e com as mesmas referências culturais, acabou. O mundo mudou e temos duas maneiras de ver a coisa: ou nos defendemos, empurrando com decretos os imigrantes ou aceitamos o que eles trazem de bom e de novo, desenhando as linhas civilizacionais que não podem recuar (os direitos das mulheres, por exemplo).
Hoje foi mesmo bom ser mais um, ao som da música dos Balcãs... tocada por portugueses.
7 de setembro de 2009
A CONTAGEM DOS DIAS
Cada um mede os dias que lhe calharam como quer ou como pode. Os meus, conto-os em pores-de-sol. Não todos. Apenas daqueles extraordinários, quase sempre sobre o mar. Nessas alturas, ao comover-me diante do espaço que se unifica em tons que vão do laranja ao azul-prata, sei que se não houver amanhã, não fará mal. Porque me foi permitido ter estado ali, naquele tempo.
Ontem, contei mais um.
Cada um mede os dias que lhe calharam como quer ou como pode. Os meus, conto-os em pores-de-sol. Não todos. Apenas daqueles extraordinários, quase sempre sobre o mar. Nessas alturas, ao comover-me diante do espaço que se unifica em tons que vão do laranja ao azul-prata, sei que se não houver amanhã, não fará mal. Porque me foi permitido ter estado ali, naquele tempo.
Ontem, contei mais um.
3 de setembro de 2009
MAD MEN
Há séries assim: bem escritas, que não nos deixam largar e, sobretudo, que nos obrigam a reflectir sobre um passado recente. E no caso de alguns de nós, a tirar conclusões sobre o presente. "Mad Men" (FoxNext, vai no episódio 8, pelo que percebi, mas pode contar-se com as repetições) é um caso disso. Um publicitário nos anos 50, tenta perceber os mecanismos da vida, enquanto fuma e fuma, engana a mulher e vende o que gosta e não gosta. A sombra de R. Yates (Revolutionary Road e Cold Spring Harbor, publicado na Quetzal, por exemplo) a pairar na sua nostalgia e impossibilidade da felicidade absoluta. A Literatura, sempre a Literatura, por detrás.
A não perder (série e os livros do autor por analogia), por quem gosta de histórias bem escritas.
Há séries assim: bem escritas, que não nos deixam largar e, sobretudo, que nos obrigam a reflectir sobre um passado recente. E no caso de alguns de nós, a tirar conclusões sobre o presente. "Mad Men" (FoxNext, vai no episódio 8, pelo que percebi, mas pode contar-se com as repetições) é um caso disso. Um publicitário nos anos 50, tenta perceber os mecanismos da vida, enquanto fuma e fuma, engana a mulher e vende o que gosta e não gosta. A sombra de R. Yates (Revolutionary Road e Cold Spring Harbor, publicado na Quetzal, por exemplo) a pairar na sua nostalgia e impossibilidade da felicidade absoluta. A Literatura, sempre a Literatura, por detrás.
A não perder (série e os livros do autor por analogia), por quem gosta de histórias bem escritas.
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